Levantei desesperada achando que um dos meus três lindos gatinhos estava correndo algum perigo e encontro meu filho na janela de papo com dois garotos aqui do condomínio e uma caixa de sapatos que não parava de miar. Pensei: "Não, não, isso não está acontecendo. É um sonho. Vá dormir, Rosa, isso é apenas fruto do excesso de álccol da noite anterior... é só um sonho". Porra nenhuma, o diabo do gato miava feito um desgraçado, não dava nem pra fingir que ele não estava ali. Merda - pensei: "Não tem jeito, vou ter que perguntar":
- O que é isso aí? (como se eu não soubesse...)
- É um gatinho tia que a gente encontrou lá em baixo, e a gente pegou pra cuidar.
E alguma coisa dizia pra mim: "Volta pra cama, Rosa, isso é ressaca, não pede pra ver que vai dar merda, volta pra cama". Mas vocês já sabem, né? Eu nunca ouço ninguém, não seria agora que eu iria ouvir uma voz do além, voz da cachaça, da ressaca, sei lá, não iria mesmo... Então falei:
- Deixa eu ver!
Era uma porra de um gato pé duro, languenzo, barulhento, feiiiiiiiiiinhooooooo. Mas aparentando só uns três dias de vida. Ainda carregava o cordão umbilical. Aí eu pensei: "fudeu tudo". Eu não iria largar um ser vivo morrendo de fome, sabia também que os garotos não saberiam como cuidar dele - na verdade nem eu tinha a menor idéia do que fazer. Minha primeira reação foi pegar aquela coisinha zoadenta nas mãos e tentar demonstrar alguma compaixão, então rapidamente lembrei que minha gatinha ainda amamentava os "Bebês Gatinhos" e então o coloquei pra mamar.
Nossa! Ele quase mamou a própria Elis inteira de tão desesperado que o pobre estava e me deu um alívio momentâneo, sensação de dever cumprido, sabe? Então ele dormiu alí mesmo... Peguei o, já mais calmo, orfãozinho e devolvi aos garotos, com mil recomendações.
Horas mais tarde...
Estou eu na cozinha tratando de coisas do lar, quando começo a ouvir o tenebroso "MEEEEEEEEEEAAAAAAAAAADOOOOOOOO" novamente. Pensei: " Onde estará aquele bichano?"
Não deu outra, não contive a curiosidade e lá fui eu correr os arredores do prédio a procura do gatinho. Quando encontrei o orfãozinho largado na caixa num catinho... Aí merdou tudo, né? Porque eu não iria deixá-lo alí a sua própria sorte, mas ao mesmo tempo não poderia levá-lo pra minha casa, lá já tem CINCO, CINCO GATOS, e essa histótria de sempre cabe mais um é coisa de quem nunca passou por uma experiência dessas. "Não, não cabe mais nenhum", pensei comigo. Lembrei que minha vizinha Viecha é tão louca quanto eu - A casa dela também é um gatil. E então contando pra ela a situação não deu outra: nos tornamos as guardiãs do zoadento que, prontamente, recebeu cama, toalhinhas com cobertor, uma caixinha de sapatos novinha com direito até a bonequinha pra companhia. Sem contar a chuquinha de leite NAN e muito paparico... Pois bem, o zoadento, languenzo e abandonado gatinho, agora se chama BEATLES e estamos cuidando dele enquanto não achamos um lar.
| Esse é o Beatles. |
| Beatles tomando leite NAN na chuquinha. Pode uma coisa dessas? |
A propósito, aproveito o ensejo para pedir quem quiser pode se candidatar a cuidadores de BEATLES, ele ja é um vencedor por estar vivo e merece encontrar um bom lar com pessoas que lhe dêem muito carinho.
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tadinho do gato!!!
ResponderExcluirRosita, vc eh mesmo mto criativa: Beatles!?!!
ssuahushauhuahsh
ja naum bastasse Elis, Elves, Pitty, Belinha, Raul... e agora Beatles!!soh tem gente e bicho famosos nesse apê.
Ficaria uma familia completa s vc ficassa c o pobre Beatles tbm.Considere essa possibilidade.
Bjinhos